Meu Perfil
BRASIL, Mulher, de 46 a 55 anos, English, French, Cinema e vídeo, Livros, artes plásticas, filosofia



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Blog da Penélope
 minhas sínteses
 telakino
 aureaterranova
 doidivana
 blog da Helena


 
hisafarr


Quero falar um pouco de Amor Pleno, de Terrence Malick, com Ben Affleck, mesmo sem ter lido ainda a crítica (vejo o filme primeiro, guardo os jornais para ler depois). Primeiramente quero dizer que gosto muito desse diretor, principalmente de A Árvore da Vida, que ao lado de Melancolia, de Trier, é um dos melhores filmes deste século, até agora, e para mim são complementares.

Devo dizer que não saí entusiasmada do cinema, mas depois conversando com um amigo sobre o filme, ele me pareceu daqueles que a gente só valoriza depois que reflete sobre e que, na hora, geram um pouco de desconforto.

Positivamente, lá vão minhas impressões: é um filme que trabalha em perpendicular, ora a balança pesa para o lado das imagens exacerbadas, como aparece em A Árvore da Vida, e ora, em apenas poucos planos, lá está tudo o que poderia ser dito de maneira mais explanativa e mesmo cansativa para o público, mas não, Malick coloca de maneira direta a que veio o personagem ou quais são suas obsessões ou ocupação ou preocupação. No caso do personagem de Affleck, sabemos de maneira muito rápida que ele trabalha com o solo contaminado de uma comunidade. Mas, em que trabalha a francesa? Não sabemos, ou me escapou.

Chamou-me a atenção a falta de projeto pessoal da francesa. Toda a sua vida parece estar centrada na busca do amor por aquele homem que não consegue se entregar. Há jogos, brincadeiras, ela dança, leve, ele se entusiasma com ela, mas tudo fica no terreno da superficialidade e quando há tentativa de diálogo, vem a briga -- feia, diga-se. A filha da francesa aparece como contraponto frágil; nada supera a obsessão da mulher em se fazer amar por um homem que parece ter a cabeça na lua, menos em sua pessoa, que, aliás, diga-se, é uma linda e sensível mulher -- ela cuida de plantas, ela dança, ela tenta ser divertida, ela é amorosa. Mas esse homem não vê isto, pior, seu olhar volta-se para outra, que conhecera mais cedo e é com esta que tenta se relacionar, rejeitando o amor da francesa.

Como em A Árvore da Vida, também há a referência à religiosidade (desta vez de maneira mais centrada no catolicismo, no papel de Barden, um padre que não consegue colocar em prática e ver resultados do que ele aprendeu como a bondade e graça divinas de Deus) e, à natureza e toda a sua beleza, quando intocada. Vemos a tartaruga que nada, com graça, no fundo do mar, este, de região ainda virgem.

O filme de Terrence Malick parece invocar um pouco do que se viu em A árvore da vida, o que o homem obteve com o avanço da civilização e do materialismo e no que ele saiu perdendo em relação ao sagrado. Duas grandes questões, diga-se. Só por isto, vale a pena ver o filme, apesar da filosofia meio nem-nem, rarefeita, do tipo: 'o amor, o que é o amor, senão amor?´. Quem gosta de filosofia, como eu, sai frustrado com a falta de vigor das perguntas, embora, estas, sejam legítimas.



Escrito por isa às 06h43
[] []



Já faz quase dois anos que não entro aqui. Como tudo mudou, então, minha visão de vida, ou seja, estou em outro momento e jamais me exporia tanto como me expus no texto abaixo, texto aliás, com algumas incorreções, como a ausência do não em 'creio ser com dois eles' e por aí vai...

De qualquer modo, vou deixar aqui uma imagem que prezo, se ainda souber como mexer nesse blog.

 

 

Van Gogh



Escrito por isa às 09h15
[] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]