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                      (David Hockney tem feito experimentalismos no Ipad. Este é um deles).

 

                      Sou de um tempo em que pessoas muito magras eram vistas como carentes de saúde e, sigo pensando assim. Com isto quero dizer que não faço muitos esforços para emagrecer, mas o que me incomoda são as opiniões dos médicos e, muitas vezes, o que leio sobre saúde quando o assunto é sobrepeso. Pensando nisto, eu disse ao meu amigo Marquito no final de 2010 que "em janeiro eu vou emagrecer". Não, não é nenhuma resolução de Ano Novo, mas sim por que janeiro é o mês em que minha diarista tira férias e, ao contrário das pessoas que também saem de férias, eu adoro ficar em casa e fazer minha comida, ler, escrever e curtir um pouco do silêncio no meu bairro, já que normalmente é agitado, com a correria da cidade. Afora as crianças que ficam nas piscinas dos prédios em redor, incluindo o meu, nada mais incomoda — e, para tais eventos, eu já providenciei a uma janela antirruído, há mais de um ano, então é fechar tudo e ligar o ventilador e — perfeito! Mas tem chovido, e elas não têm dado as caras, para minha alegria, pois como sempre digo, nasci para ser monge, adoro o silêncio.

                     Comida. Leio que filhos de pais alcoólatras e que não bebem, trocam, em geral, a bebida por doces, chocolates, ou seja, comem guloseimas compulsivamente. Nada mais sábio. A última caixa de chocolates sortidos que comprei foi no finalzinho de Dezembro. Estamos no dia quatro, faz quatro dias que não como chocolates e cozinho para mim, lavo alguma roupa, faço um pouco de limpeza (tudo aos poucos, porque senão, sem a prática, é certo uma dor muscular) e, após as refeições, caminho um pouco pelo apartamento. (Isto em meio aos meus afazeres normais, que são ler, escrever e assistir a filmes e televisão). Não deu para caminhar na rua, pois tem chovido. Hoje subi na balança e, mesmo comendo o que sempre como, com exceção dos chocolates e sorvetes e pães de queijo que normalmente como na rua após uma sessão de cinema, eis que noto que emagreci um quilo. Um quilo em três dias! Maravilha. Se for nesse ritmo, estou feita!

                     Uma coisa é certa: apesar de gostar de minha comida e apesar de esta não ser muito rebuscada (mas é criativa, apesar de simples), sempre que abro mão dos restaurantes, mesmo os de comida light, emagreço — pois acabo comendo menos. A tentação de pôr tudo no prato, nos restaurantes a quilo, é um fato. Mesmo o que usam enquanto gordura — em casa não faço frituras e faço comidas saborosas, porém práticas e o óleo que uso no arroz é leve, de canola. 

                     O almoço de ontem: arroz feito com cenoura e azeitonas picadas (sou viciada em azeitonas), com cúrcuma (li que é anti-câncer e adoro o amarelinho que dá ao arroz), duas colheres de lentilhas, dois pedaços pequenos de abóbora cozida, uma salada de alface, beterraba (necessito de ferro, já que raramente como carne e leia-se quase sempre) e tomates; um ovo cozido. Farinha tostada com um pouco de sal na frigideira. De sobremesa, meio cacho de uvas, um cafezinho. Na janta, meia porção de macarrão instantâneo com azeitonas picadas e um tomate picado fresco, queijo ralado a gosto. Um suco de soja sabor maracujá, de aproximadamente 60 calorias. Entre as refeições, duas xícaras de café com torradas; às cinco da tarde, um chá de erva-doce com uma fatia de pão integral e uma camada generosa de geléia de framboesa por cima (meu queijo acabou e, com a chuva, estou sem como colocar algo salgado sobre o pão). No café da manhã: uma xícara pequena de café; uma xícara grande de chocolate frio; uma fatia de pão integral com uma camada de geléia de framboesa; duas ou três torradas médias, quadradas, sem nada. No meio da manhã, um café pequeno e, próximo ao almoço, um iogurte de pêssego. Eis mais ou menos o que têm sido minhas refeições nestes dias.

                      Então, quero dizer que, emagrecer não é muito difícil, mas certamente precisamos estar com o nível de cortisol em dia (e a baixa do estresse contribui, pois não tenho ido para a região da Paulista, como é do meu cotidiano, levando um tempão para ir e outro enorme tempo para voltar, sob o estresse do tráfego que não anda, da chuva, da poluição dos carros e dos malditos cigarros, dos contratempos). Tudo isto ajuda. Emagrecer não é difícil, difícil é emagrecer vivendo numa cidade conturbada como São Paulo e ter que abrir mão de chocolates e sorvetes de chocolate, para uma chocólatra como eu. Como tenho passado sem isto? Simplesmente me conformando que não há nenhum na prateleira da minha despensa, e pronto. Nada de pães de queijo quentinhos e sorvetes, também. (Mas que a vida fica um pouquinho sem cor e mais chata, ah isso fica). Mas não se pode ter tudo nesta vida, não é?

 

 



Escrito por isa às 09h32
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