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Falece Chabrol, um dos gênios do cinema francês Eu não tenho dúvidas de que Claude Chabrol foi um cineasta muito especial. Gosto muitíssimo de sua adaptação de Madame Bovary, de Flaubert, com Isabelle Huppert, grande atriz. Uma de suas grandes atrizes, por sinal. Gosto muito do ainda inédito em dvd Um Assunto de Mulheres (com Huppert). Agora que ele faleceu, é capaz de desovarem os bons filmes dele, entre eles Mulheres Diabólicas, este também com Isabelle Huppert. Apesar da idade, por volta dos oitenta, Chabrol ainda continuava produzindo, ainda que não tão ótimos filmes, mas fazia-o com mão segura, com elegância, como lhe foi sempre peculiar. Os amantes do bom cinema sentirão sua falta e me incluo entre eles. Fez parte, afinal, de toda uma geração (e de uma geração mais próxima desta) de cineastas que ajudaram a consolidar o bom cinema, como Bergman, Hitchcock, Rohmer (de quem gosto muito de A Marquesa d´O e O signo do Leão), Manoel de Oliveira, ainda vivo, Fellini, Godard, ainda vivo, Alain Resnais (ainda vivo) e muitos outros. Uma grande perda. Mas, felizmente, ainda temos François Ozon para equilibrar a deselegância e os equívocos de um Tarantino. Ainda temos Carlos Reygadas, que fez uma bela homenagem a Dreyer e é seu Luz Silenciosa, um dos grandes filmes desta primeira década do século. Ainda temos um cineasta interessantíssimo como aquele de Procurando Elly, outro grande filme desta primeira década. Mas, de qualquer modo, Chabrol era dono de uma escritura muito particular e, sim, fará falta. Fará falta.
Escrito por isa às 11h55
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